Notícias » Mercado já mira receita anual de R$ 400 bi em 2015

 

CNseg promove almoço de confraternização com imprensa no Rio de Janeiro
 
O mercado de seguros ampliado (inclui também a receita de todas as operadoras de saúde suplementar) deve prosseguir sua trajetória de forte alta pelo menos ate 2015. Já neste ano, o faturamento avança para R$ 255,7 bilhões, apresentando crescimento nominal (sem considerar a inflação) de 19,5% sobre 2011, ou 14% reais. Com o resultado projetado pela CNseg, o mercado segurador alcança a inédita marca de receita equivalente a 5,7% do PIB. Por segmento, Saúde Suplementar dará a maior contribuição (R$ 101,4 bilhões e 40% da receita total do setor em 2012), seguido pelos seguros Pessoais (R$ 89,3 bilhões e 35%), Seguros Gerais (R$ 484 bilhões e 19% de participação), e Capitalização (R$ 16,5 bilhões e 6%) e Previdência Privada Aberta (R$ 11,1bi).
 
Ao mesmo tempo, mercado segurador devolveu à sociedade (sinistros, benefícios, resgates e sorteios) R$, 149,2 bilhões de reais. A participação deste índice em relação ao PIB não para de crescer: em 2007, representava 2,97% do PIB e este ano aproxima-se dos 3,36%.
 
Para o próximo ano, a previsão é de que a receita do mercado aproxime-se dos R$ 300 bilhões. E, melhor: sem sustos no quadro macroeconômico, o setor está credenciado a atingir receita perto de R$ 400 bilhões em 2015, 55,8% a mais que o resultado projetado para 2012.
 
Os números do mercado foram apresentados durante o encontro anual de confraternização com a imprensa, organizado pela CNseg. Nesta edição- a terceira seguida- o encontro teve a participação de quase 40 profissionais da imprensa em almoço realizado no hotel Sofitel, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
 
A nova classe C, que dá saltos ano a ano, continua a dar uma contribuição efetiva para os números cada vez mais vistosos do mercado, admitiu o presidente da CNseg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, presidente da CNSeg, sobretudo para produtos da linha de benefícios, como saúde, vida e previdência, e coberturas para os bens duráveis. "A primeira coisa que um trabalhador faz é ter um seguro saúde quando sobra dinheiro no final do mês", exemplificou Jorge Hilário.
 
O mercado de seguros continua a ter um desempenho muito superior ao PIB brasileiro, com expansão na casa de dois dígitos. Nesse ritmo, poderá dobrar de tamanho em 25 anos, considerando-se um crescimento médio nominal de 15% a partir de 2007, acrescentou o superintendente de Regulação da CNseg, Alexandre Leal, para quem o desempenho do mercado tem superado as expectativas.
 
Além da taxa de desemprego reduzida e a continuidade do aumento da renda do trabalhador brasileiro, o mercado de seguros aposta as fichas no microsseguro, na regulamentação do seguro popular de automóvel ou do PGBL Saúde, na consolidação do seguro rural e nas obras de infraestrutura para dar novos saltos em sua receita, adiantou Jorge Hilário.
 
Além de Jorge Hilário, participaram do encontro com a imprensa os diretores executivos da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes; da FenSeg, Neival Rodrigues Freitas; da FenaPrevi, Luiz Peregrino; da FenaSaúde, José Cechin; e da FenaCap, José Ismar Torres, respondendo perguntas específicas dos respectivos setores. Neival Rodrigues, por exemplo, avaliou o bom andamento dado para a questão de riscos declináveis, lembrando que alguns segmentos já passam a contar com cobertura de seguros. A continuidade dos repasses do programa de subsídio ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) foi lembrada pelo assessor da Presidência da CNseg, José Américo Peón de Sá, como estratégica para tornar o agronegócio brasileiro competitivo.
 
Fonte: CNseg