Notícias » Registro de acidentes de trânsito poderá ser feito pela internet

 

Sistema, que só vale para acidentes sem vítimas, entra em operação na próxima sexta e tem a participação da CNseg
 
Até hoje, todo acidente de trânsito ocorrido no Estado do Rio de Janeiro tinha que ter o seu Boletim de Registro de Acidente de Trânsito, o chamado BRAT, feito em um batalhão policial ou cabine da PM, por meio de um modelo de formulário em papel que se manteve inalterado pelos últimos 32 anos.
 
A partir desta sexta-feira, dia 21 de dezembro, os registro de acidentes que não envolvam vítimas estarão mais em conformidade com os tempos modernos e poderão ser feitos pela internet.
 
Este novo sistema, chamado eBRAT, surgiu de uma parceria entre a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), o Sindicato das Seguradoras do Estado do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Sindseg RJ/ES) e o Sindicato dos Corretores do Rio de Janeiro (Sincor-RJ). Nas palavras de Julio Avellar, superintendente geral da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg, é um sistema que só traz vantagens para todos. Ganha o cidadão, que pode fazer o registro com muito mais agilidade e conforto; ganham as seguradoras, que contarão com informações mais qualificadas na análise dos sinistros; ganham os corretores, que terão mais facilidade para consultar os Boletins via internet e ganha a Polícia Militar, que poderá empregar um efetivo menor de policiais nessa operação. Em 2012, foram registradas cerca de 100 mil ocorrências de acidentes de trânsito no Estado, sendo 13% destas sem vítimas.
 
“O mercado segurador tem uma atividade convergente com a do Estado e da Polícia. Segurança, controle e prevenção interessam a todos”, afirmou Julio Avelar durante a apresentação do projeto, realizada no auditório da CNseg, no Centro do Rio, nesta terça-feira, dia 18 de dezembro.
 
A partir de fevereiro de 2013, os eBRATS também poderão ser preenchidos por meio de aplicativo para Smartphones (Apple e Android), agilizando ainda mais o processo, que poderá ser realizado no momento da ocorrência, inclusive com envio de fotos pelo próprio aplicativo. No Brasil, já existem mais celulares que habitantes e o número de smartphones, atualmente em 9,5%, cresce rapidamente.
 
De acordo com pesquisa feita nos EUA, de 30% a 40% dos acidentes de trânsito sem vítimas deixam de ser registrados. No Brasil, que possuía um método semelhante ao americano, até então, estima-se que a estatística seja semelhante. A expectativa é que esse quadro seja alterado devido à facilidade proporcionada pelo novo sistema.
 
“O grande desafio agora é fazer com que o conhecimento dessa facilidade chegue a todos os cidadãos, o que será feito através de esforço conjunto dos atores envolvidos”, afirmou o Coronel Pinheiro Neto, chefe do Estado Maior Operacional da PM. Para isso, já estão previstos o lançamento de cartilhas, banners, faixas e spots de rádio e TV. Importante lembrar, também, que aqueles sem intimidade ou acesso à internet poderão realizar os registros pelo método tradicional e presencial.
 
Fonte: CNseg