Notícias » Ministros inauguram obras de rebaixamento da linha férrea em Maringá

 

Os ministros Paulo Passos, dos Transportes, e Paulo Bernardo, das Comunicações, estarão em Maringá nesta sexta-feira (21) para a inauguração das obras de rebaixamento da linha férrea. A solenidade está marcada para as 10h45 no Out Maringá Eventos, na avenida Marcelo Messias Busíquia, no Jardim Industrial.
 
A comitiva - também composta pelo superintendente do DNIT no Paraná, José da Silva Tiago - vai percorrer todo o trecho rebaixado da linha férrea, entre as avenidas Paranavaí e o terminal de combustíveis, na avenida José Alves Nendo. Os ministros vão conhecer os dois túneis construídos nas obras de rebaixamento – entre a rua Arlindo Planas e a avenida 19 de Dezembro - e o túnel do Novo Centro - entre as avenidas Paraná e Pedro Taques.
 
O cronograma de visitas inclui ainda uma parada na via expressa - trechos das avenidas Duque de Caxias e Colombo - e outra no Contorno Norte. "São mais de R$ 600 milhões de projetos e investimentos em parceria com o Governo Federal que os ministros vão percorrer", explica o prefeito em exercício, Roberto Pupin.
 
A intenção da administração é apresentar aos visitantes os principais projetos de mobilidade urbana de Maringá como, por exemplo, o de transposição do campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A comitiva vai percorrer ainda a avenida Colombo, até a divisa com Sarandi, "para conhecer o movimento de veículos pesados que vão deixar a avenida com a entrega do Contorno Norte ", justifica Pupin.
 
Pátio de manobras
 
O rebaixamento da linha férrea de Maringá é a maior obra ferroviária em zona urbana do Sul do Brasil. A obra começou em 1986 com a retirada do pátio de manobras da Rede Ferroviária Federal do centro da cidade. Com a liberação da área, começou a obra de rebaixamentos da linha férrea, eliminando os cruzamentos em nível com as principais avenidas de ligação norte/sul do centro da cidade.
 
A prioridade foi liberar as principais avenidas: Pedro Taques, São Paulo, Herval, Duque de Caxias e Paraná, com viadutos também nas ruas Piratininga e Basilio Sautchuck. O trecho de 1.640 metros de extensão ganou a Via Expressa, com a avenida Horácio Raccanello na área do Novo Centro, entre as avenidas São Paulo e Paraná.
 
A etapa seguinte foi o rebaixamento da linha férrea no trecho até a avenida Centenário, com a construção de mais cinco viadutos ferroviários, com as avenidas Bento Munhoz da Rocha, Monlevade, Rebouças, Gaspar Ricardo e Tiuiti. A via expressa ganhou mais 1,8 mil  metros, com uma ciclovia entre as avenidas Pedro Taques e Tuitui.
 
Hoje a via expressa é uma importante via alternativa de tráfego no sentido leste oeste, ligando a região do Novo Centro da avenida Paraná até a avenida Tuitui, na saída para Sarandi. Os viadutos das avenidas Monlevade, Rebouças e Gaspar Ricardo, e a ligação da via expressa com a avenida Mauá, na altura do viaduto da avenida Rebouças, também contribuem na melhoria do tráfego de veículos na avenida Colombo, trecho urbano da BR 376.
 
Via Expressa
 
A última etapa da obra vai da avenida Paraná até a rua Arlindo Planas, com um total de 1,1 mil metros de extensão. São três viadutos, com as ruas José de Alencar e Arlindo Planas e a avenida 19 de Dezembro, importante ligação da área central com os bairros da região da avenida Mandacaru e entrada da cidade, a partir da BR-376.
 
As obras no trecho permitiram a expansão da via expressa da avenida Paraná até a 19 de Dezembro, e na próxima etapa até a rua Arlindo Planas. Investimento de aproximadamente R$ 120 milhões, as obras de rebaixamento da via férrea em 7.360 metros da zona urbana de Maringá viabilizam a implantação do trem de passageiros no município.
 
A Prefeitura protocolou no Ministério das Cidades o projeto para instalação do Terminal Intermodal do Transporte Coletivo, um investimento de R$ 88 milhões prevendo o transporte de passageiros sobre trilhos. Construído ao lado da avenida Horário Raccanello, no Novo Centro, o terminal será subterrâneo, atendendo o transporte urbano e metropolitano de passageiros.
 
O Terminal Intermodal coloca Maringá na vantagem também para a implantação do Trem Pé-Vermelho, projeto de R$ 650 milhões ligando 13 cidades entre Paiçandu e Ibiporã, na região de Londrina. O projeto aguarda aprovação do PAC Mobilidade Médias Cidades, que privilegia o transporte de passageiros sobre trilhos.
 
Fonte: odiario.com